«Embora a fotografia produza imagens que são registo de realidades, não deixa de ser também um meio aberto à colagem, à mistura ou transformação cromáticas, o que Daniela Rocha explora nesse percurso e mesmo através de computador. Operadora, enquanto técnica e artista, trabalha num domínio aberto da fotografia, acede pluralmente à imagem. Assim se explica e justifica esta nomeação profissional de operadora de imagem». (Prof. Rocha de Sousa)
domingo, 23 de outubro de 2016
domingo, 16 de outubro de 2016
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
LANÇAMENTO DO LIVRO «NARRATIVAS DA SUPREMA AUSÊNCIA»
DIA 19 DE OUTUBRO DE 2013 NA GALERIA PROVA DE ARTISTA,
PELAS 16 HORAS
NARRATIVAS DA SUPREMA AUSÊNCIA, de Rocha de Sousa, é um livro tão actual quanto oportuno — já que a Humanidade tende a minimizar e até esquecer todas as ignomínias e seus autores, figuras que alimentaram (e ainda alimentam) a praxis política/religiosa tão responsável pelos males que infectam o mundo e atrasam a marcha civilizacional.
"
O mundo visto dia a dia e durante dois meses, em imagens e recortes de
jornais ou episódios do real, entre sonhos de estranhos medos, véu de
tudo sem nexo, como todos nós."
(Anónimo)
Vídeo: Daniela Rocha
Voz off: Miguel Baganha
Ano: 2013
NARRATIVAS DA SUPREMA AUSÊNCIA, de Rocha de Sousa, é um livro tão actual quanto oportuno — já que a Humanidade tende a minimizar e até esquecer todas as ignomínias e seus autores, figuras que alimentaram (e ainda alimentam) a praxis política/religiosa tão responsável pelos males que infectam o mundo e atrasam a marcha civilizacional.
domingo, 20 de janeiro de 2013
sábado, 19 de janeiro de 2013
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
domingo, 13 de janeiro de 2013
sábado, 12 de janeiro de 2013
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
domingo, 6 de janeiro de 2013
sábado, 9 de abril de 2011
EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA
O papel está branco, apesar da luz vermelha. Fica submerso, os meus dedos tocando suavemente nele, enquanto se afoga, arrastando um outro branco que os olhos só podem ver rosado ou sangue diluído. E logo começam a aparecer os fantasmas. A vaga imagem de um sonho aparece sob a água do tanque , alquimicamente a emergir no papel ondulante, como qualquer coisa de outro mundo feita de incertezas. Não se trata de uma ressurreição, mas aquilo existe. Vejo claridades paralelas, de súbito lembram dedos, mas a sua base desmente a sensação, em vez de dedos parecem prumos distorcidos de uma balaustrada, um negro profundo atrás ou em parte nenhuma. Pois não, o que está por cima do que quer que seja são apenas, ou sobretudo, faixas de sombra ligadas a um vazio negro muito denso. A luz parou de subir, há uma sombra doce de um lado, e o que posso enfim descortinar é aparência de pele, pele humana, um corpo em curva, sentado lateralmente, e as formas escuras, paralelas de um modo imperfeito, são aplicações de persianas não fechadas, mal alinhadas, perdendo o efeito gestáltico, dando a ver um corpo feminino entre sombras que lhe asseguram a continuidade, a configuração do ombro, o torso, uma coxa meio encoberta — porventura a lírica aparência da reflexão intimista, pose, ausência, exercício conceptual que apura a nossa controversa mobilidade visual, a percepção e o seu desconfortável limite.
A fotografia assim, numa espécie de pose, mostra mais do que o instante do disparo. está pronta a ficar amarelada, dando a ver a alma antiga que absorveu de alguém, testemunhos baços e belíssimos personagens, familiares nossos, por exemplo, que assim ainda existem, enternecidos, levemente desfocados como tudo o que nos rodeia nos caminhos entre lugares urbanos.
E num suporte diferente, como acontece se percorrermos todas as imagens expostas, propostas, a dicotomia dos valores dá lugar a outra cadência, do negro à luz capaz de redimir toda a massa de cinzentos que amolece o nosso olhar: são dedos pendidos, em contra luz, sobre um panejamento abstracto, repousam ou apontam caminhos a cada olhar.
A teoria desta fase da fotografia de Daniela Rocha passa por vários pontos de referência, pelo corpo recriado entre a luz e a sombra, pelos cruzamentos de formas projectadas, enviesadas, semi-desfeitas com a luz onde a vida parece, embora confusamente, recuperada para o domínio expressivo da pose, da espera, da respiração, enfim, num acordar cheio de escondimentos e de sensualidade.
A fotografia assim, numa espécie de pose, mostra mais do que o instante do disparo. está pronta a ficar amarelada, dando a ver a alma antiga que absorveu de alguém, testemunhos baços e belíssimos personagens, familiares nossos, por exemplo, que assim ainda existem, enternecidos, levemente desfocados como tudo o que nos rodeia nos caminhos entre lugares urbanos.
E num suporte diferente, como acontece se percorrermos todas as imagens expostas, propostas, a dicotomia dos valores dá lugar a outra cadência, do negro à luz capaz de redimir toda a massa de cinzentos que amolece o nosso olhar: são dedos pendidos, em contra luz, sobre um panejamento abstracto, repousam ou apontam caminhos a cada olhar.
A teoria desta fase da fotografia de Daniela Rocha passa por vários pontos de referência, pelo corpo recriado entre a luz e a sombra, pelos cruzamentos de formas projectadas, enviesadas, semi-desfeitas com a luz onde a vida parece, embora confusamente, recuperada para o domínio expressivo da pose, da espera, da respiração, enfim, num acordar cheio de escondimentos e de sensualidade.
Rocha de Sousa
domingo, 3 de abril de 2011
quinta-feira, 31 de março de 2011
domingo, 27 de março de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
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